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CASO Nº0087 Não Resolvido

O Vídeo do Farol Que Deu que Falar nas Redes

Em outubro de 2023, um vídeo captado por um drone durante uma sessão de filmagem turística ao Farol de Santa Marta, em Cascais, tornou-se rapidamente viral nas redes sociais portuguesas depois de, numa análise fotograma a fotograma partilhada por um utilizador do Twitter, ter sido identificada uma silhueta escura que parece atravessar rapidamente o topo da estrutura do farol num único fotograma, invisível a olho nu durante a reprodução normal do vídeo mas claramente percetível quando o vídeo é reproduzido em câmara extremamente lenta.

A silhueta, visível durante uma fração de segundo correspondente a apenas dois ou três fotogramas do vídeo original gravado a trinta imagens por segundo, gerou intenso debate técnico entre entusiastas de análise de vídeo, com opiniões a dividir-se entre quem considera tratar-se de uma ave a atravessar rapidamente o campo de visão da câmara — explicação apoiada pelo facto de o Farol de Santa Marta se situar numa zona costeira com presença regular de gaivotas e outras aves marinhas de grande porte — e quem argumenta que a forma e o movimento observados são incompatíveis com o voo natural de qualquer ave conhecida da região.

O operador do drone responsável pela filmagem original, contactado posteriormente por investigadores interessados no caso, confirmou não ter reparado em qualquer anomalia durante a própria sessão de filmagem, tendo apenas tomado conhecimento do fenómeno depois de o vídeo se tornar viral online, uma circunstância que reforça, segundo investigadores mais céticos, a hipótese de se tratar de um fenómeno real mas explicável — como a passagem de uma ave — precisamente por não ter sido percebido ativamente por ninguém no momento da captação, distinto do padrão mais comum em casos fabricados, em que geralmente existe uma narrativa de perceção direta e imediata do fenómeno por parte de quem grava.

Especialistas em análise de vídeo digital confirmaram a ausência de sinais de manipulação nos metadados do ficheiro original, disponibilizado voluntariamente pelo operador do drone para análise independente, um passo de transparência que reforçou a credibilidade geral do caso dentro da comunidade de investigação, mesmo que a explicação mais provável continue a apontar para uma origem convencional através de fauna local em vez de qualquer fenómeno genuinamente paranormal.

O caso mantém-se como um bom exemplo de como a tecnologia de drone, cada vez mais acessível e utilizada em contexto turístico e recreativo, está a gerar um novo tipo de evidência potencialmente paranormal, distinta das fotografias e vídeos tradicionais captados ao nível do solo que dominavam a categoria até há poucos anos atrás.
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