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CASO Nº0031 Em Investigação

Uma Investigação no Antigo Hospital de Rilhafoles

O antigo Hospital de Rilhafoles, atualmente conhecido como Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, funcionou como o primeiro hospital psiquiátrico português, inaugurado em 1848 num edifício que tinha sido previamente um convento franciscano. A sua longa história de tratamento psiquiátrico, incluindo décadas em que os métodos terapêuticos eram significativamente mais invasivos e menos regulados do que os atuais, tornou o local um dos mais procurados por equipas de investigação paranormal portuguesas nas últimas duas décadas.

Em 2020, uma equipa de investigação com larga experiência em edifícios históricos obteve autorização para realizar uma investigação noturna numa das alas mais antigas do complexo hospitalar, entretanto desativada e aguardando requalificação. O objetivo era investigar relatos recorrentes de antigos funcionários sobre ruídos de correntes e gemidos ouvidos durante turnos noturnos em zonas do edifício que, segundo registos históricos, corresponderiam a antigas celas de isolamento utilizadas até meados do século XX.

A equipa distribuiu detetores de campo eletromagnético e gravadores de áudio por várias divisões da ala desativada, registando ao longo da noite picos de atividade eletromagnética inexplicados coincidentes com relatos de dois investigadores de uma sensação súbita de ansiedade intensa e vontade de abandonar determinadas divisões — uma reação que os próprios investigadores reconhecem poder estar relacionada com a carga psicológica associada ao conhecimento prévio da história do local, um fator que qualquer investigação séria precisa de considerar como possível viés.

A história da psiquiatria portuguesa no Hospital de Rilhafoles inclui décadas em que técnicas hoje consideradas extremamente invasivas e eticamente questionáveis, como a leucotomia pré-frontal — popularizada em Portugal pelo neurologista Egas Moniz, distinguido em 1949 com o Prémio Nobel da Medicina por este mesmo procedimento, hoje amplamente criticado pela comunidade científica internacional — foram praticadas de forma relativamente comum em pacientes com quadros psiquiátricos graves. Esta história particularmente pesada é frequentemente apontada por investigadores paranormais como fator relevante para compreender a reputação do edifício, independentemente da validade científica de qualquer ligação direta entre sofrimento histórico documentado e fenómenos atualmente relatados no local.

Um dos gravadores posicionados numa antiga cela de isolamento captou, já de madrugada, um som que a equipa interpreta como um gemido humano prolongado, de origem indeterminada, que não corresponde a nenhum ruído identificável do exterior do edifício nem a qualquer membro da equipa presente no local no momento da gravação. A ala investigada permanece atualmente encerrada ao público, e a equipa responsável pela investigação continua a acompanhar o processo de requalificação do espaço, na expectativa de poder realizar uma segunda visita assim que as condições de acesso o permitam, de forma a tentar replicar e validar os resultados obtidos na primeira investigação.
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