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CASO Nº0013 Confirmado

Os Nove Minutos: uma Experiência de Quase-Morte em Braga

Em fevereiro de 2018, Fernanda Oliveira, então com 54 anos, sofreu uma paragem cardíaca súbita enquanto caminhava perto de casa, no centro de Braga. Foi socorrida por um transeunte que iniciou manobras de reanimação e, mais tarde, por uma equipa do INEM que a manteve estável até à chegada ao hospital. Segundo o registo clínico, esteve clinicamente sem sinais vitais durante aproximadamente nove minutos antes de os médicos conseguirem reverter a paragem cardíaca — um intervalo de tempo que a própria classifica hoje como "os nove minutos que mudaram tudo".

De acordo com o relato que partilhou publicamente numa palestra sobre experiências de quase-morte, Fernanda descreve ter-se sentido subitamente livre de qualquer dor, flutuando acima do próprio corpo, e ter observado com detalhe a equipa médica a trabalhar sobre si — incluindo pormenores que, segundo apurou depois junto da equipa do INEM, correspondem com exatidão ao que efetivamente aconteceu naquele momento, como a cor da farda de um dos elementos e uma frase específica dita por um dos enfermeiros durante o transporte.

Depois desta fase, Fernanda relata ter atravessado uma espécie de túnel de luz intensa, sem sentir medo, e ter sido recebida por uma presença que descreve como "pura energia, sem forma definida", que lhe transmitiu a sensação de que ainda não era o seu momento de partir. Refere ainda ter revisto, de forma comprimida, vários momentos marcantes da própria vida, incluindo memórias de infância que garante não recordar em circunstâncias normais.

O caso de Fernanda foi documentado pela equipa médica que a assistiu e é citado como exemplo em estudos portugueses sobre experiências de quase-morte, uma área de investigação que tem ganho relevância científica nas últimas décadas, sobretudo depois de estudos internacionais como o AWARE, conduzido por equipas de cardiologia no Reino Unido e nos Estados Unidos, terem documentado casos semelhantes de perceção consciente durante paragens cardíacas clinicamente confirmadas.

Portugal não dispõe ainda de um registo nacional centralizado de experiências de quase-morte, ao contrário de países como os Estados Unidos, onde a International Association for Near-Death Studies mantém uma base de dados com milhares de casos documentados desde a década de 1980. Associações portuguesas de estudo do tema, ainda em fase de consolidação, estimam que uma percentagem significativa de sobreviventes de paragens cardíacas relate algum tipo de experiência subjetiva durante o período de inconsciência clínica, embora a maioria nunca chegue a partilhá-la publicamente por receio de descrença ou julgamento, o que torna casos documentados como o de Fernanda Oliveira particularmente valiosos para a investigação científica desta área.

Neurocientistas apontam explicações biológicas possíveis, como a libertação de neurotransmissores associados ao stress extremo ou alterações na atividade cerebral durante a hipóxia, para justificar sensações de paz, túneis de luz e revisão de vida. Nenhuma destas explicações, no entanto, dá conta de forma satisfatória da precisão dos detalhes que Fernanda relata sobre o que se passou fisicamente à sua volta enquanto estava clinicamente sem sinais vitais — um dos aspetos que mais intriga tanto investigadores como profissionais de saúde que acompanharam o caso, e que valeu a esta experiência a classificação de caso confirmado no arquivo do Portugal Paranormal, dada a existência de registo clínico documentado a par do testemunho pessoal.
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