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Religiões / Verdades relativas
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:33:56 pm »
Verdades relativas

Em minhas reflexões e segundo orientações de Hermes, passei a crer que no estudo da sabedoria espiritual jamais devemos julgar os ensinamentos como certos ou errados, verdadeiros ou falsos. Acredito no conceito de verdades relativas.
(...) Afirmamos que a verdade é relativa, pois ela é um reflexo da percepção limitada de cada época, de cada cultura e de cada povo. A Verdade Absoluta de Deus é uma só mas cada um a concebe e a interpreta conforme a compreensão e o entendimento propiciados pelo seu momento evolutivo. Com o avanço da consciência e compreensão espiritual dos alunos da “escola Terra”, a verdade vai se revelando de forma mais ampla, iluminando-nos e libertando-nos de antigos preconceitos e crenças limitantes.

Dentro desse contexto, podemos entender as religiões como formas diversas de se compreender as verdades espirituais, com o objetivo de promover a evolução espiritual baseada no nível de compreensão de seus adeptos e de sua cultura. E nenhum irmão pode afirmar que a sua verdade é melhor do que a de outro irmão pois ainda não há na Terra quem consiga captar a Verdade Absoluta de Deus. Logo, estão todos certos dentro de suas limitações. Em outras palavras, estão todos relativamente corretos dentro de seu nível de entendimento e evolução.

Podemos conceber, portanto, que as normas religiosas e sociais do passado representavam o entendimento limitado de cada época; a verdade daquele momento evolutivo de nosso mundo. Refletiam a capacidade evolutiva de compreensão daquela humanidade, que era a mesma de hoje, mas que estava em sua infância espiritual. Logo, o que é verdade hoje poderá ser uma meia verdade amanhã, porque a humanidade estará sempre em constante evolução. O que acreditamos como sendo o máximo da sabedoria, dentro de 10 ou 20 anos, será um pálido esboço dessa verdade. Como a evolução é uma lei natural da vida criada pelo Pai, o entendimento espiritual também deve evoluir sempre. A expansão da consciência deve ser um processo sereno, harmonioso, constante e progressivo. Eis a razão de existir do Universalismo Crístico: promover o avanço do entendimento espiritual em uma época de nossa evolução em que estamos propensos a dar rápidos saltos conscienciais.

Em Seu amor infinito, o Pai provê as necessidades de seus filhos conforme o que é necessário a cada um para melhor impulsionar a sua caminhada evolutiva. Portanto, todas as religiões provêm de Deus.  Compete a cada um fazer a sua análise, conforme o seu entendimento, das verdades que pode trazer para si, para o seu contexto evolutivo. O papel do Universalismo Crístico é convidar todos a refletirem sobre esses ensinamentos e verificarem se aquela “verdade relativa” que creem ainda é necessária para a sua caminhada evolutiva. Ou seja, refletir se já não está na hora de analisar com mais profundidade as suas crenças e procurar ter visões mais universalistas e mais tolerantes com o pensamento do próximo, avaliando ainda se o que acredita está de acordo com o bom senso e a lógica dos tempos atuais, sem, jamais, obviamente, afastar-se do amor, que é a única verdade absoluta que possuímos em mãos no atual estágio evolutivo de nosso mundo.

Autor: Roger Bottini Paranhos
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Religiões / Cremar ou enterrar?
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:32:50 pm »
A mim que ninguém me enterre que eu quero ser cremado ;)

A diferença entre cada um dos processos funerários, cremar e enterrar, superficialmente, é óbvio de se entender. Cremar é reduzir às cinzas. Já enterrar, como o próprio nome já diz, é colocar sob a terra. Ambos os métodos são muito antigos, mas muitas pesquisas dizem que o sepultamento é muito mais antigo do que a cremação.

Arqueólogos já encontraram indícios de que homens primitivos enterravam os mortos em grutas devido a presença de ossadas e ornamentos ritualísticos.

O Egito Antigo, por exemplo, é a referência mais comum entre os estudiosos para o início dos sepultamentos como rituais funerários. Tanto é referência que, até hoje, as pirâmides egípcias atraem turistas do mundo inteiro querendo matar a curiosidade sobre a técnica de construção dessas obras primas e sobre os métodos de sepultamento.

Antigamente, a cremação era comum na Grécia e Roma considerada um destino nobre para os mortos. O sepultamento era uma opção dada aos criminosos.

Algumas religiões, como o Budismo e o Hinduísmo, têm a cremação como um método oficial para lidar com os mortos. Segundo o Budismo, o fogo tem o poder de regenerar o corpo para prepara-lo para novas encarnações. Mas a cremação deve ocorrer alguns dias após o falecimento, pois acredita-se que o espírito leva um tempo para se desapegar do corpo. Os Hindus, por sua vez, têm o costume de usarem crematórios ao ar livre, ao lado do Rio Ganges.

A Igreja Católica, até 1964, considerava a cremação como algo a ser proibido. Atualmente, a proibição não é formal, e o hábito do sepultamento prevalece em países cristãos.

Quanto às questões ambientais, ambos os métodos, se feitas da maneira correta, não geram riscos ao meio ambiente. A cremação precisa seguir protocolos e filtrar os resíduos tóxicos. O enterro, precisa ter uma distância mínima de 1,5 metros do lençol freático.
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Religiões / Amor, sexo e casamento no judaísmo
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:30:54 pm »
De uma maneira ge­ral, os judeus de tempos antigos eram puritanos, mas não pudicos. Eram francos mas não grosseiros. Tinham uma aceitação realística do sexo, mas não no sentido hedonístico dos gregos e dos romanos, que o tinham como um fim prazenteiro em si mesmo. Os judeus eram moralistas, analisando constantemente todas as ações, pensamentos, e sentimentos com o microscópio da consciência hebraica. Isto não contribuía para o conforto de suas existências, mas ajudava a esclarecer certas questões e as tornava um pouco menos ambíguas.

Os judeus desenvolveram uma filosofia de vida que tinha um caráter unificado, entalhado num sistema moral completo. Não criaram um dualismo entre os mistérios do céu e as realidades da terra; acreditavam que uma grandiosa unidade cósmica reinava no universo. No tradicional credo judaico (excetuando o dos místicos) não existia uma separação real entre o corpo e a alma. "A alma é Tua, e o corpo também é Tua criação", entoavam os devotos em orações. Portanto, o poder da procriação era o instrumento sagrado com que Deus havia dotado todas as suas criaturas com o propósito de continuar e "colaborar" com ele em seu trabalho de infindável Criação.

A mente lógica do judeu devoto inquiria: se o impulso sexual fosse meramente uma tentação do Diabo, teria Deus colocado seus filhos a mercê dele para que fossem desviados e levados à destruição? Ao contrário: acreditava que se a paixão carnal levava à luxúria e à imoralidade, só acontecia porque o mal residia no próprio pecador e era devido ao abuso desregrado e ao uso indevido dos poderes sexuais atribuídos por Deus.

Uma aceitação menos repressiva da natureza psicossexual do ser humano levou os Sábios Rabínicos do Talmud a adotarem uma atitude mais humana. Instituíram regulamentos que não só alargaram como modificaram os que haviam na Bíblia, que esclareciam o que era permitido e o que era proibido na intimidade entre os sexos, os direitos e deveres do marido e da esposa, como orientação para uma maior compatibilidade e felicidade domésticas.

Amor, sexo e casamento no judaísmo.   
Uma das determinantes da origem da moralidade sexual entre os judeus dos tempos antigos, indicada na Torá, era a necessidade de isolar a vida judaica da imoralidade dos povos vizinhos representada primeiramente pelos cultos orgíacos de Baal e Astarté entre os canaanitas, e mais tarde pelas obscenidades dos mistérios gregos e da Saturnália romana. Por essa razão, as relações entre os sexos eram sancionadas e reguladas tanto pela religião judaica quanto pelas leis do Estado judeu (o qual, devemos lembrar, era uma totalidade integrada - uma teocracia ou Estado governado por Deus) de forma a que alcançassem um status de relativa santidade e também um alto grau de responsabilidade social. Esse padrão de moralidade sexual ficou fixado para todas as gerações posteriores; houve, naturalmente, as revisões morais que se originavam nas influências do ambiente não judaico a que os dispersos judeus estavam expostos nas várias regiões e em diferentes períodos culturais.

Isto pode ter relação com a cunhagem, no início da era rabínica, da palavra hebraica kidushim (santidades) para designar a cerimônia de casamento. Esse termo torna claro que os judeus, que viviam então em meio à civilização greco-romana, encaravam o matrimônio como uma união sagrada. Sua atitude estava em contradição com a dos romanos, que faziam referências depreciadoras ao "jugo matrimonial", pois viam marido e mulher como que "jungidos" um ao outro em conjugium. Em contraste, a noiva judia era "consagrada" ao noivo, tornava-se sagrada para ele  com o ato de consagração. Em conseqüência, suas relações com ela enquanto durasse o casamento, tanto como esposa como mãe de seus filhos, deve­riam seguir os mais altos padrões. Ele passava a ser responsável pelo tratamento que desse a ela, perante Deus e a comunidade judaica.

Essa con­cepção é bem representada nos ritos judaicos de casamento. Enquanto o noivo e a noiva estão sob a hupá, as sétima e oitava bênçãos são enunciadas, repetindo a antiga afirmação de uma vida que é potencialmente boa: Abençoado sejas tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que criaste a alegria e o júbilo, noivo e noiva, regozijo e exaltação, prazer e delícia, amor, fraternidade, paz e solidariedade.**

A prática do adultério na antiga sociedade judaica era encarada com horror e apreensão. Moisés, os Profetas e os Sábios Talmúdicos nela viam uma ameaça à integridade moral do indivíduo e à preservação de Israel como uma "nação sagrada". A proibição taxativa do sétimo mandamento do Decálogo: "Não cometerás adultério" era reforçada pela advertência do décimo: "Não cobiçarás a mulher do próximo."

No hebraico bíblico não havia palavra correspondente a "solteiro". A não exis­tência da palavra, prova, ipso facto, que não havia necessidade dela. A simples idéia de não se casar era inaceitável para o judeu de antanho. Mais tarde, oTalmud aventou a opinião penalizada de que "um homem solteiro vive sem nada de bom, sem ajuda, sem alegria, sem bênção e sem expiação". No decorrer do período talmúdico, quando as for­mas tradicionais de vida judaica estavam sob o impacto desorientador dos hábitos greco-romanos, devem ter existido alguns elementos inclinados a permanecer solteiros, os quais, na opinião dos rabinos, deviam ser estimu­lados ao matrimônio.


A execução de adúlteros cessou e a lei que a ditava tornou-se obsoleta ao final do período do Segundo Templo, depois que os conquistadores romanos da Judéia aboliram o Sinédrio e tiraram das cortes judaicas o instrumento judicial da pena capital. O marido traído podia obter o divórcio de sua infiel esposa. A lei rabínica dizia: "Um casal em que a mulher tenha cometido adultério deve-se divorciar."

A lei moral judaica exigia completa abstinência sexual dos solteiros de ambos os sexos. Assim que os meninos e meninas se tornavam conscientes de sua sexualidade, eram treinados no exercício do controle de suas paixões. A masturbação e até mesmo os "pensamentos lúbricos" estavam incluídos entre as transgressões sexuais proibidas. Maimônides, o rabino filósofo do século XII, médico de renome, aconselhava, no Guia dos Perplexos, um estratagema para se readquirir a calma: "Devemos voltar nossas mentes para outros pensamentos." Recomendava que se dirigissem ao Beit ha-Midrash (Casa de Estudo) para apaziguar os desejos ardorosos com o estudo da Torá.

Para a preservação da castidade entre os jovens era tradicional o costume de fazê-los casarem-se com pouca idade para que não caíssem em tentação. O Talmud define o marido e pai ideal o que "orienta seus filhos e filhas no caminho certo e providencia para que se casem logo depois da puberdade". A idade usual para o casamento era a de 16 ou 18 anos para o rapaz, e em torno de 12 ou 13 para a moça.

A dizimação devastadora causada pelos massa­cres da população judaica na Europa Ocidental e Central na Idade Média, tornava a preservação do povo judeu ainda mais premente do que antes para aqueles que sobreviviam. Fazia-se todo o empenho, religioso e comunal, no sentido de casa­mentos precoces, apesar desse casamento pre­maturo causar novos problemas sociais, econômicos, físicos, emocionais e psicológicos. Somente com o colapso parcial do isolamento do gueto em meados do século XIX que o costume de casamentos prematuros foi abandonado.

Embora o jovem judeu de tempos antigos fosse mais casto do que o de outros povos, a incidência da sedução e de lapsos morais era suficiente para alertar os olhares ansiosos de pais e de autoridades rabínicas para o perigo que representavam. Mesmo os casais comprometidos eram aconselhados a não terem qualquer intimidade sexual até depois do casamento. Até o século XVIII, ­e em círculos ultra-ortodoxos até os dias de hoje, os abraços e beijos eram proibidos para o casal de noivos. Com a tentação sempre presente, para impedir qualquer conseqüência por proximidade, a autoridade rabínica do século III do judaísmo da Babilônia, Rav (Aba Arikha), exarou uma proibição quanto ao noivo morar na casa de seu futuro sogro.

O sábio e autoridade rabínica da Babilônia do século X, Saadia Gaon, era de opinião que "o homem não deve ter desejo sexual a não ser por sua esposa, para que ele a ame e ela a ele". A coabitação era não só um direito do marido como também um dever religioso em relação ao qual, com todas as sanções rabínicas, a esposa tinha privilégios iguais. Mai­mônides aconselhava aos casados: “Não devemos nos exceder no amor sexual, mas também não devemos reprimí-lo”.

Ser estéril era considerado uma grande calamidade, porque em torno do dever religioso da pro­criação girava a instituição judaica do casa­mento. Era obrigatório o divórcio de um casal em que a mulher não houvesse concebido nos dez primeiros anos de vida conjugal. Porém também causavam preocupação tão grande quanto a esterilidade os problemas decorrentes da fertilidade descontrolada. Os Sábios Rabínicos do período que se seguiu à Destruição possuíam apreciáveis conhecimentos de Medicina e Higiene. Estavam alertados para os perigos - físicos, morais e sociais - advindos de certos tipos de gravidez. Levando em consideração o problema do controle de natalidade e dos abortos, causadores de tanta controvérsia em nossa cultura atual, causa surpresa que há quase 2000 anos atrás os esclarecidos Sábios Rabínicos houvessem sancionado a interrupção de casos de gravidez por razões claramente especificadas.

Afirmava o Talmud: "Há três classes de mulheres que devem usar um absorvente (anticoncepcional, cuja consistência não é explicada): a  menor, a mulher grávida e a mulher que está amamentando. A menor para que a gravidez não seja fatal; a mulher grávida para que não ocorra um aborto (involuntário); e a mulher que amamenta, para que não engravide novamente e seja forçada a desmamar (prematuramente) a seu filho."

Nos tempos pós-bíblicos, cabia aos pais selecionar o cônjuge para seus filhos e filhas. A decisão final, porém, terminava por ser dos próprios jovens. Em particular, o poder do veto era dado à noiva. O pai deveria perguntar-lhe de maneira direta se ela estava pronta a casar-se, de livre e espontânea vontade, com o homem que ele havia escolhido para ela. Se ela dissesse que "não", o compromisso estava desfeito. Se ela dissesse "sim", sua resposta deveria ser explícita: "Esse é o homem que amo."

Os mestres talmúdicos tinham presente o relativo desamparo da mulher, num mundo masculino e, por essa razão, estavam decididos a dar-lhe toda proteção na livre escolha de um companheiro. Os rabis concediam, assim, à mulher, seu direito inalienável de modificar seu julgamento. "Escolher um companheiro ade­quado é uma tarefa tão difícil quanto abrir o Mar Vermelho", dizia um Sábio do Talmud.

Os Sábios se revoltavam contra os que se casa­vam por frio cálculo. "Aquele que se casar por dinheiro terá crianças malvadas", afirma o Talmud com franqueza brutal. Essa observação revela profunda percepção psicológica. Num lar fundamentado em interesses mercenários, não pode haver amor - somente um conflito contínuo. As crianças crescem ali, geralmente, com distúrbios de personalidade e uma visão deformada da vida.

Akiva, o Tana do século II, foi ainda mais lon­ge na defesa do casamento por amor. Ele próprio tinha vivido um idílio de amor profundo. Ao tempo em que servia como pastor do mais rico homem da Judéia, Kalba Sabua, apaixonara-se pela filha do patrão. Embora fosse ignorante na época e não tivesse qualquer importância aos olhos do mundo, ela retribuiu o seu amor e deixou a casa de seu pai para partilhar com ele de uma vida de privações e lutas. No consenso legendário do povo, foi o seu amor desprendido e seu encorajamento que fizeram do pastor Akiva a coroa e a glória do estudo da Torá. Em conseqüência, ao mencionar o amor conjugal, é compreensível que Akiva se expressasse com ênfase especial: "O homem que se casa com uma mulher que ele não ama, viola cinco mandamentos sagrados: Não matarás. Não buscarás a vingança. Não serás rancoroso. Amarás a teu próximo como a ti mesmo e que o teu irmão possa viver contigo." Como teria ele deduzido que isso acontecia com um casamento motivado pelo dinheiro? Rabi Akiva explicava: "Se um homem odeia sua mulher, ele de­seja que ela esteja morta. Ele é, portanto, moralmente um assassino!”

O ideal do casamento por amor, "consagrado segundo as leis de Moisés e de Israel", tornou-se tema de muitos poetas medievais hebreus. A preocupação com os casamentos por amor diminuiu perceptivelmente com a intensificação do sofrimento dos judeus na Idade Média. A dura realidade exigia casamentos práticos, e não sentimentais. A necessidade mais sentida dos judeus era a da sobrevivência e preservação física como povo. Em conseqüência, o shad’han(casamenteiro) adquiriu maior proeminência, pois arranjava os casamentos sem qualquer "exigência" supérflua, objeções ou demoras.

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Religiões / Re: Adão e Eva não são Reais - Papa Francisco
« Última mensagem por Íris em Novembro 11, 2017, 05:24:47 pm »
Essa notícia já é "velha" e foi entretanto desmentida pelo Vaticano. Cuidado com as fontes. 🙂
E parece-me pouco provável uma "alegoria/metáfora" (que Ainda por cima são coisas diferentes) vigorem durante mais de 2000 anos... mas pronto, sou suspeita. Sou católica 😁
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Religiões / Adão e Eva não são Reais - Papa Francisco
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:16:34 pm »
O artigo “Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais”, diz Papa Francisco foi retirado de um site espanhol na qual a fonte encontra-se no final do texto. Me surpreende algumas atitudes desse Papa. Não é de hoje que ele gera polemica com suas revelações.  Colocarei os texto do artigo e da minha opinião em cores diferentes para melhor compreensão.
Artigo traduzido:
Um homem que está lá para abrir muitos “segredos ” antigos na Igreja Católica é o Papa Francisco. Algumas das crenças que são realizadas na igreja, mas que são contra a natureza amorosa de Deus, estão sendo revistas pelo Papa, que foi recentemente nomeado o ‘ Homem do Ano ‘ pela revista TIME .
Em suas últimas revelações , o Papa Francisco disse :
” Por meio da humildade , da introspecção e contemplação orante ganharam uma nova compreensão de certos dogmas . A igreja já não acredita em um inferno literal , onde as pessoas sofrem . Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de Deus. Deus não é um juiz , mas um amigo e um amante da humanidade. Deus nos procura não para condenar, mas para abraçar . Como a história de Adão e Eva , nós vemos o inferno como um artifício literário . O inferno é só uma metáfora da alma exilada (ou isolada), que, como todas as almas em última análise, estão unidos no amor com Deus. “
Em um discurso poderoso que está repercutindo em todo o mundo , o Papa Francisco declarou:
” Todas as religiões são verdadeiras , porque elas são verdadeiras nos corações de todos aqueles que acreditam neles. Que outro tipo existe realmente ? No passado , a igreja a igreja considerava muitas coisas como pecado que hoje já não são julgadas dessa maneira . Como um pai amoroso, nunca condena seus filhos. Nossa igreja é grande o suficiente para heterossexuais e homossexuais , por pró-vida e pró- escolha! Para os conservadores e liberais , até mesmo os comunistas são bem-vindos e se juntaram a nós . Todos nós amando e adorando o mesmo Deus . “Nos últimos seis meses , os cardeais, bispos e teólogos católicos têm debatido na Cidade do Vaticano sobre o futuro da Igreja e da redefinição das doutrinas católicas e seus dogmas.”
O Terceiro Conselho do Vaticano com o Papa Francisco concluiu anunciando que …
O catolicismo é uma religião agora “moderno e razoável , que passou por mudanças evolutivas. Hora de deixar toda intolerância. Devemos reconhecer que a verdade religiosa evolui e muda . A verdade não é absoluta ou imutável. Mesmo ateus reconhecem o divino. Através de atos de amor e caridade ateu reconhece Deus , bem como, redime a sua alma , tornando-se um participante ativo na redenção da humanidade. “
A declaração sobre o discurso do Papa enviou os tradicionalistas a um ataque de confusão e histeria .
” Deus está mudando e evoluindo como nós somos, porque Deus habita em nós e em nossos corações. Quando espalhar o amor e bondade no mundo , nós reconheceremos nossa divindade . A Bíblia é um livro sagrado bonito, mas como todas as grandes obras antigas , algumas passagens estão desatualizadas. Algumas passagens chamam mesmo para intolerância ou julgamento. É o tempo de ver estes versos como interpolações posteriores , contra a mensagem do amor e da verdade , caso contrário, irradiando através da Escritura chegou. Com base em nossa nova compreensão , vamos começar a ordenar mulheres como cardeais, bispos e sacerdotes. No futuro , é minha esperança de que , um dia , um papa feminino não permita que qualquer porta que está aberta para um homem seja fechada para uma mulher.
Alguns cardeais da Igreja Católica são contra as recentes declarações do Papa Francisco.’
Acredito que se continuar dessa forma logo esse Papa se assumirá Ateu! rs Falando sério, ele já revelou outras opiniões polemicas que a própria igreja logo desmentiu, dizendo não ser essa a verdade. Mas dessa vez será que vamos ter outra retratação ou realmente havará mudanças nos dogmas católicos?
Outro ponto de vista que tenho em relação a declaração dele referente a alguns versos da Biblia não serem literais, causa não só uma mudança de paradigma, mas uma possível descredibilidade da propria história aprensentada ali. Pois quem me garante que Jesus e outros personagens realmente existiram ou não são mais uma alegoria/metáfora como Inferno, Adão e Eva?
Traduzido do site Mundo História

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Religiões / Abraão
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:15:14 pm »
Abraão (em hebraico:  אברהם, Avraham ou ’Abhrāhām) é um personagem bíblico citado no Livro do Gênesis a partir do qual se desenvolveram três das maiores vertentes religiosas da humanidade: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Registros da história de Abraão

Abraão é citado no livro de Gênesis como a nona geração de Sem, o qual foi um dos filhos do patriarca Noé que tinha sobrevivido às águas do dilúvio.

 Segundo a Bíblia, a mais provável procedência de Abraão seria a cidade de Ur dos caldeus, situada no sul da Mesopotâmia, onde seus irmãos também teriam nascido. O final do capítulo 11 do primeiro livro da Torah, ao descrever a genealogia do patriarca hebreu, assim informa, mencionando o nome anterior de Abraão:

 E estas são as gerações de Tera: Terá gerou a Abraão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. E morreu Harã, estando seu pai Terá ainda vivo, na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus. (Gênesis 11: 27-28)

 O Livro dos Jubileus, considerado como uma obra apócrifa entre os judeus e cristãos, diz que Abraão, já aos catorze anos de idade, quando ainda residia em Ur dos caldeus com sua família, teria começado a compreender que os homens da terra haviam se corrompido com a idolatria adorando as imagens de escultura. Então Abraão não aceitou mais adorar ídolos com o seu pai Tera e começou a orar a Deus, pedindo-lhe que conservasse a sua alma pura do erro dos filhos dos homens e também a de seus descendentes.

 Diz também o livro de Jubileus, no seu capítulo 12:10, que Abraão casou-se com Sara, no ano 49 de sua vida. E, quando o patriarca estava com 60 anos, ocorreu a morte trágica de seu irmão Harã, o pai de Ló.

 Prossegue o texto bíblico informando que Terá, o pai de Abraão, após a morte de Harã, teria tomado sua família e organizado uma expedição para fixar-se em Canaã. Contudo, ao chegar numa localidade que veio a receber o mesmo nome do filho falecido, Terá permaneceu ali onde morreu com a idade de duzentos e cinco anos:

 E tomou Terá a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã (Gênesis 11:31-32)

 Segundo a Bíblia, no capítulo 12 do livro de Gênesis, Abrão recebeu uma promessa divina para deixar a sua terra e a de sua família. Tal chamado de Deus pode ter ocorrido quando Abraão já se encontrava com sua família em Harã.

 Estevão, em seu discurso registrado no livro bíblico de Atos, informa que Deus apareceu a Abraão ainda na Mesopotâmia e Terá já havia falecido;

 O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então, saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora. (Atos 7:2-4)

 

Viagem para Harã

Há suposições de que Abraão anuiu nesta jornada em direção a Salém, mas teria sido o seu irmão Naor, o qual não tinha conhecimento dos ensinamentos de Melquisedeque, que os persuadiu a ficar em Haran.

 No entanto, sabe-se que Harã, na Antigüidade, foi um importante ponto de passagem para as caravanas do Oriente Próximo. E talvez a prosperidade do local tenha motivado a fixação da família de Abrão neste local em que acredita-se que o clã deveria abastecer o povoado com seus rebanhos.

 É provável que, em Harã, Abrão tenha recebido talvez um segundo chamado divino para deixar a terra de sua família e se estabelecer na terra que Deus lhe indicasse. Nesta passagem, logo no começo do capítulo 12 de Gênesis, Deus anuncia diretamente ao patriarca bíblico que ele se tornaria uma grande nação e não há nenhuma menção expressa de que a terra prometida seria Canaã, muito embora esta teria sido o destino que o seu pai teria buscado e veio a ser confirmado posteriormente.

 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engranderecei o teu nome, e tu serás uma bênção. (Gênesis 12:1-2)

 Todavia, é provável que devido à profecia proferida por Noé, quando castigou a Cam dizendo que Canaã seria escravo de Sem, existisse a ideia de que Abraão deveria seguir em direção à Canaã (Gn 9:25-27). Até mesmo porque no verso 31 do capítulo 11 de Gênesis diz que Terá e sua família deixaram Ur destinados a chegar em Canaã.

 

A partida para Canaã

 A Bíblia diz que Abrão, obedecendo as ordens de Deus, saiu com Ló de Harã, juntamente com sua esposa e seus bens, indo em direção a Canaã. O texto informa que Abrão já teria setenta e cinco anos de idade e dá a entender que já tivesse pessoas a seu serviço, embora nenhum filho.

 Depois dessa longa jornada de Harã até Canaã, o primeiro local onde Abraão esteve teria sido em Siquém, no carvalho de Moré, onde habitavam os cananeus. Ali Deus apareceu a Abraão e lhe confirmou a promessa de dar aquela terra à sua descendência.

 Tendo edificado um altar para Deus em Siquém, Abraão parte o Sul, fixando-se num lugar entre as cidades de Betel e Ai onde se estabelece com as suas tendas e constrói um novo altar.

 Depois, prossegue Abraão para o sul, não havendo informações na Bíblia onde seria esse terceiro local de sua passagem, mas apenas diz que havia fome naquela terra.

 Alguns, no entanto, interpretam que Abraão teria chegado a Salém, lugar que corresponderia hoje à Jerusalém. Porém, a Bíblia não diz claramente onde teria sido.

 Informações não bíblicas relatam que, após a morte de Terá (Taré), o rei de Salém teria enviado um mensageiro a Abraão com o fim de lhe convidar a fazer parte do núcleo de estudantes/sacerdotes no seu reino. O mensageiro que encarregado da mensagem chamava-se Jaram e o convite era extensivo a Naor também, mas que teria optado por ficar, construindo naquele lugar uma poderosa fortificação. Abraão, contudo, partiu com o seu sobrinho de nome Ló. Assim, ao chegarem a Salém, resolveram estabelecer o seu acampamento próximo da cidade e edificar guarnições nas colinas adjacentes, de forma a protegerem-se contra os furtivos ataques dos hititas, dos filisteus e dos assírios que privilegiavam estas zonas da Palestina nos seus ataques e saques. As visitas a Salém passaram a ser uma rotina para estes dois personagens e o reflexo dos ensinamentos do sábio Melquisedec foi notório nos seus ensinamentos. [carece de fontes?]

 No entanto, deve-se considerar que se Terá gerou Abrão e seus irmãos aos setenta anos (Gênesis 11:26) e faleceu aos duzentos e cinco anos (Gênesis 11:32), quando Abraão deixou Harã o seu pai certamente estava vivo com a idade de cento e quarenta e cinco anos já que o início da viagem do patriarca para Canaã ele tinha uma idade de setenta e cinco, ainda que naquela época a contagem de anos pudesse ser diferente.

 

A seca e a viagem para o Egito

A Bíblia diz que houve fome na terra prometida que Abraão havia se estabelecido em Canaã e que, por causa disso, o patriarca e todo o seu acampamento retirou-se para o Egito.

 Ao chegar no país, Abraão temeu que viesse a ser morto por causa da beleza de sua mulher e por isso combinou com ela que dissesse aos egípcios que seria sua irmã, não esposa.

 Assim, o faraó veio a apaixonar-se por Sara e a levou para o seu palácio, passando a favorecer Abraão. Porém, Deus castigou o rei egípcio e este mandou chamar Abraão e lhe devolveu Sara, ordenando também que deixassem o país com os seus bens.

 Informações não bíblicas afirmam que, algum tempo depois de Abraão ter se estabelecido nas proximidades de Salém, houve uma seca nesta região, o que teria lhe obrigado, juntamente com o seu sobrinho, a caminharem pelo vale do Nilo, levantando novos acampamentos. Foi nessa permanência no Egipto que Abraão teria encontrado-se com um parente próximo que ocupava o trono do país de então e chegou a acompanhar duas expedições militares de muito êxito ao serviço deste rei. E, na última parte da sua estada no Egito, Abraão e Sara teriam vivido no palácio real do Egipto. Quando Abraão decidiu deixar as terras do Nilo, o rei lhe deu a sua parte nos despojos de guerra das suas expedições militares.

 Tal parentesco de Abraão com o faraó egípcio não teria fundamentos na Bíblia porque Abraão era semita enquanto os egípcios teriam descendido de Cam, não de Sem, assim como os cananeus, os filisteus, os hititas e os amorreus.

 De acordo com o livro apócrifo dos Jubileus, Deus quis provar o coração de Abraão, e permitiu que Sara fosse tirada dele e levada ao palácio do faraó. Porém, a Bíblia nada diz a esse respeito.

 

Regresso à Canaã

 A Bíblia narra que Abraão, juntamente com sua esposa e com seu sobrinho Ló, retornou do Egito para a terra de Canaã, para o mesmo local onde havia se fixado ao Sul de Betel (provavelmente Salém). Tornou-se muito rico, possuindo rebanhos de gado, prata e ouro.

 Prossegue o texto de Gênesis dizendo que Abraão retornou para Betel onde procurou o altar que havia feito para Deus e o invocou. Ali, no entanto, Abraão e Ló resolvem separar-se devido às contendas que havia entre os seus pastores por causa do numeroso rebanho que possuíam.

 Estudos não bíblicos explicam que Abraão, provavelmente, tinha interesse em se tornar um grande líder na Palestina - almejava até ser um poderoso rei naquelas terras. O seu retorno a Salém só poderia ter este objetivo. Melquisedeque teria recebido muito bem Abraão de volta a Salém. Assim, Abraão teria tornado-se carismático entre esse povo e um líder conquistador.

 

A separação de Abraão e Ló

 A Bíblia relata que Abrão resolveu evitar desavenças com o sobrinho por causa do rebanho e lhe deu a opção de escolher planície que desejasse. Ló preferiu fixar-se na planície do rio Jordão, na região de Sodoma e Gomorra, que antes de ser destruída era comparada com o Jardim do Éden e com o Egito. Porém, Abraão preferiu permanecer em Canaã.

 Habitou Abraão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. (Gênesis 13:12)

 Acredita-se que Ló tinha uma personalidade diferente e se inclinava mais para assuntos materiais ligados a negócios diversos, sendo esse o motivo pelo qual ambos se separaram, indo Ló para a rica cidade de Sodoma e se dedicando ao comércio e à criação de animais.

 Após a separação de Ló, Deus apareceu novamente a Abraão confirmando dar aquela terra à sua descendência, ordenando-lhe que percorresse a região.

 Dali, Abraão levanta novamente as suas tendas e se fixa junto aos  carvalhais de manre, em Hebrom, onde edificou um novo altar a Deus.

 

Relação com os povos vizinhos

A Bíblia narra que houve uma guerra ocorrida envolvendo nove reinos. Os reinos de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Zoar pagaram tributos a Quedorlaomer, rei do Elão, durante doze anos e haviam se rebelado. Assim, houve então uma guerra em que Quedorlaomer e mais três reis aliados atacaram a Palestina, ferindo a vários povos e confrontando-se finalmente com os reis de Sodoma e Gomorra que foram vencidos numa batalha em Sidim.

 Com a derrota de Sodoma, Ló foi levado cativo com toda as suas riquezas. Sabendo disso, Abraão, com apenas trezentos e dezoito homens, lutou contra os inimigos e os perseguiu até as proximidades de Damasco, libertando Ló, sua família e o povo de Sodoma.

 Provavelmente os povos vizinhos de Salém reverenciavam e respeitavam o Rei sábio Melquisedeque, mas de certa forma temiam o grande líder militar Abraão. As suas batalhas e conquistas tornaram-se conhecidas em toda aquela região, fazendo de Abraão um líder muito respeitado.

 O rei de Sodoma, Bera, como recompensa pela libertação, chegou a oferecer os bens que foram saqueados por Quedorlaomer, mas Abraão recusou-se.

 Melquisedeque partiu ao encontro de Abraão após a vitória em Sidim, já no seu triunfante regresso. A Bíblia diz que o rei de Salém trouxe pão e vinho para Abraão e lhe abençoou. Abraão, por sua vez lhe deu o dízimo de tudo que havia recobrado a Melquisedeque. Esta é a única parte no livro de Gênesis em que o personagem Melquisedeque é citado:

 E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo. (Gênesis 14:18-19)

 Informações não bíblicas dizem que, após a batalha de Sidim, Abraão manteve-se fiel ao seu monarca e se tornou o dirigente militar de mais onze tribos vizinhas de onde todos pagavam tributos – o chamado dízimo. Abraão fracassou algumas tentativas de estabelecer alianças diplomáticas com o soberano de Sodoma. Porém, ao conseguir o resultado, houve uma aliança militar estratégica entre o Rei de Sodoma e outros povos de Hebrom. Abraão tinha mesmo intenção de formar um estado poderoso em toda a Canaã, o sábio rei de Salém convenceu Abraão a abandonar a sua tentativa de formar um reino material e se tornar aquilo que hoje o seu nome é significado – o Pai da Fé. Para persuadi-lo, utilizou a sua aliança, a promessa do seu reino, e tornou-o como sua própria descendência.

 

A Aliança de Abraão com Deus

 No capítulo 15 de Gênesis, Deus aparece a Abraão. Tendo este oferecido um sacrifício a Deus, foi-lhe revelado sobre o futuro de sua descendência que suportaria a escravidão por quatrocentos anos e que depois retornaria para a terra prometida.

 Então disse a Abrão: saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia. (Gênesis 15:13-16)

 Informações não bíblicas falam de uma aliança entre Melquisedeque e Abraão. Tal aliança seria um reconhecimento de Melquisedeque da soberania de Abraão e a cedência do seu trono a este líder e à sua descendência, uma vez que este rei não tinha descendentes para o substituir. Esta referência também é mencionada na Bíblia no capítulo 7 da epístola aos Hebreus, onde se refere à falta de descendência deste personagem sábio de Salém.

 Todavia, o texto bíblico em Gênesis é claro em demonstrar que o diálogo de Abraão e a sua experiência foi diretamente com Deus.

 

Nascimento de Ismael

 Sendo Sara estéril e pretendendo dar um filho a seu marido, ofereceu sua serva egípcia Hagar para que gerasse o primeiro filho a Abraão. Hagar então gerou a Ismael, considerado pelos muçulmanos como o ancestral dos povos árabes.

 O texto bíblico informa que Abraão teria sido pai pela primeira vez aos oitenta e seis anos. E, antes mesmo do nascimento de Ismael, surgiram conflitos entre Hagar e Sara, culminando na sua fuga do acampamento de Abraão.

 Tendo Hagar fugido da presença de Sara, o Anjo do Senhor apareceu-lhe quando se encontrava junto a uma fonte de água, convencendo-a a retornar, sujeitar-se à sua senhora e lhe prometendo um futuro grandioso para seu filho.

 

A mudança no nome de Abraão e a instituição da circuncisão

 Aos noventa e nove anos, novamente Deus aparece a Abraão, confirmando-lhe a sua promessa. Deus ordena que Abraão e todos os homens de sua casa fossem circuncidados. E que toda criança do sexo masculino que nascesse receberia esse sinal ao oitavo dia.

 O filho da … de oito dias, pois, será circuncidado; todo macho nas vossas gerações, o nascido na casa e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua semente. (Gênesis 17:12)

 É nesta ocasião que Deus muda também os nomes de Abraão e de Sara, os quais até então chamavam-se Abrão e Sarai.

 O nome Abraão significa pai de muitas nações.

 Já a mudança do nome de Sarai para Sara é explicada na Bíblia com a promessa do nascimento de um filho, pondo fim à sua esterilidade.

 

A visita dos três anjos e a confirmação sobre o nascimento de Isaque

 Abraão foi circuncidado com noventa e nove anos após Deus ter anunciado que Sara daria à luz um filho - Isaque, que seria o herdeiro da promessa. Isaque nasceu no ano seguinte a esse anúncio.

 O capítulo 18 de Gênesis diz que mais uma vez Deus apareceu a Abraão quando este se encontrava nos carvalhais de manre, à porta da tenda, e viu três varões celestiais (anjos). Estes confirmaram o nascimento de um filho a Sara e estavam se dirigindo para Sodoma a fim de cumprirem a ordem divina de destruição da cidade.

 

A destruição de Sodoma e Gomorra

 Temendo pela vida de seu sobrinho Ló e de sua família, Abraão intercede a Deus para que não destruísse Sodoma. Deus então promete que se achasse pelo menos dez justos ali, pouparia a cidade.

 Os anjos vão até Sodoma, entram na casa de Ló e o retiram da cidade junto com sua família antes que começasse a destruição do lugar, permitindo que o sobrinho de Abraão se refugiasse nas montanhas.

 E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da Campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, derribando aquelas cidades em que Ló habitara. (Gênesis 19:29)

 

Abraão peregrina em Gerar

 No capítulo 20 de Gênesis, Abraão parte de Hebrom para Gerar, que estaria situada entre Cades e Sur, região que corresponde á terra dos filisteus.

 Temendo a Abimeleque, rei de Gerar, Abraão novamente comete o mesmo erro praticado quando esteve no Egito e diz que Sara seria sua irmã. Abimeleque apaixona-se por Sara e a toma de Abraão.

 Deus então aparece em sonhos a Abimeleque e lhe adverte para que restituísse Sara a seu esposo.

 Obedecendo a Deus, Abimeleque trás Sara de volta a Abraão, entregando-lhe também bens e riquezas. Abraão então ora por Abimeleque que é perdoado.

 Fontes não bíblicas afirmam que, com o desaparecimento de Melquisedeque, Abraão modificou muito a sua forma de agir. Mesmo alguns historiadores defendem a ideia que era um outro Abraão que ocupou o seu lugar. Mas poderá ter sido apenas a tristeza pelo desaparecimento de Melquisedeque. Não há registro da morte de Melquisedeque e mesmo o apóstolo Paulo faz menção a esse facto na Bíblia na carta aos Hebreus (cap.7). Abraão tornou-se mais inactivo e temeroso. Tanto que ao chegar a Gerar, Abimeleque tomou-lhe a sua esposa Sara. Mas este período de aparente covardia foi curto. E logo Abraão compreendeu a herança proposta pelo seu antecessor no trono e começou a proclamar uma mensagem de um Deus único entre os povos filisteus e mesmo entre os súditos de Abimeleque.

 Depois do nascimento de Isaque, Abraão e Abimeleque fizeram um pacto em Berseba, isto é, realizaram um juramento de confiança.

 

O nascimento de Isaque (Isaac)

O capítulo 21 de Gênesis diz que Abraão com a idade de cem anos quando tornou-se pai de Isaque.

 Informações não bíblicas dizem que foi numa cerimónia pública e solene que Abraão teria apresentado em Salém Isaque como o seu primogênito.

 No entanto, a Bíblia relata que, quando Isaque deixou de mamar, Abraão teria promovido um grande banquete em comemoração.

 

Abraão despede-se de Hagar e de Ismael

 Mesmo com o nascimento de Isaque, os conflitos entre Hagar e Sara continuaram, ameaçando a paz de sua família. Abraão então resolve despedir (expulsa) sua serva junto com o seu filho Ismael.

 A Bíblia diz que Deus amparou Hagar e seu filho durante a peregrinação no deserto de Parã.

 

Deus prova a fé de Abraão

Mais uma vez Deus falou com Abraão e lhe pediu uma verdadeira prova de fé, determinando que levasse o seu filho para oferecê-lo em holocausto no  Monte Moriá que fica próximo a Salém.

 Após ter viajado por três dias a partir de Berseba, Abraão avistou o local e subiu ao monte apenas na companhia de Isaque (Isaac). Porém, quando levantou a mão para sacrificar seu filho, foi impedido pelo Anjo do Senhor e encontrou no mato um carneiro para ser oferecido em lugar de seu filho.

 O Livro dos Jubileus, no verso 16 do seu capítulo 17, explica o sacrifício de Isaque dizendo que o diabo teria pedido a Deus que provasse Abraão em relação a seu filho, o que se assemelha um pouco à história de Jó. Porém, a Bíblia nada diz a esse respeito, mencionando o fato como uma prova de obediência a Deus.

 

A morte de Sara

 Segundo a Bíblia, Sara morreu em Hebrom com cento e vinte e sete anos. Abraão então adquire de Efrom, em Canaã, a Cova de Macpela por quatrocentos siclos de prata, que é considerada a primeira aquisição de uma propriedade do patriarca que sempre viveu como um peregrino em busca de melhores pastagens para o seu rebanho.

 A sepultura adquirida é posteriormente utilizada pelo patriarca e por seus descendentes.

 

Abraão manda buscar uma noiva para Isaque (Isaac)

 Narra o capítulo 24 de Gênesis que Abraão enviou o seu servo Eliezer para que fosse à Mesopotâmia e trouxesse uma esposa para seu filho Isaque entre os seus parentes.

 Ocorreu que Milca e Naor tiveram oito filhos e netos. Eliezer então, ao chegar na cidade de Naor, encontra a Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão. Rebeca consente em ir com Eliezer e este a leva para Isaque.

 

A união de Abraão com Quetura

 A Bíblia registra uma segunda núpcia de Abraão após a morte de Sara. Com a união de Abraão e Quetura, foram gerados mais seis filhos, dando origem a outros povos, inclusive os midianitas.

 E Abraão tomou outra mulher; o seu nome era Quetura. E gerou-lhe Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã, e Isbaque e Suá. (Gênesis 25:1-2)

 Indaga-se se Abraão teria mesmo se casado com Quetura ou se ela foi apenas uma segunda concubina depois de Hagar. A Bíblia pouco fala a seu respeito, sendo possível apenas fazer a suposição de que ela teria vivido com o patriarca as últimas décadas de sua vida.

 De acordo com o livro apócrifo de Jubileus, em 19:11, Abraão teria escolhido a Quetura entre os servos de sua casa porque Hagar falecera antes de Sara.

 

A morte de Abraão

 A morte de Abraão é comentada no capítulo 25 de Gênesis, o qual teria vivido cento e setenta e cinco anos e foi sepultado na Cova de Macpela por Isaque e Ismael.

 Tudo o que tinha deixou de herança para Isaque, guardando apenas presentes para os filhos de Hagar e de Quetura. Os registros referem que todas as propriedades de Abraão foram para o seu filho Isaac, o filho de Sara que tinha o status de esposa. Agar não foi esposa de Abraão, mas sim uma concubina. Quetura foi esposa de Abraão após a morte de Sara.

 Considerando que Isaque tornou-se o pai de Jacó e de Esaú aos sessenta anos, Abraão deve ter convivido com os netos durante quinze anos, muito embora o livro de Gênesis não mencione sobre esses contatos.

 

Explicação contextual

 Alguns acreditam que os ensinamentos de Melquisedeque teriam sido de grande importância para aquilo que a religião tem transmitido hoje sobre Abraão. Porém, Melquisedeque é citado na Torah apenas uma vez e depois em Hebreus. O que o Antigo Testamento registra são diálogos entre Abraão e Deus, mas há quem defenda a tese de que Melquisedeque teria tido uma presença maior na vida de Abraão como um verdadeiro mensageiro de Deus na terra.

 Posteriormente, os escribas encararam o termo Melquisedeque como sinónimo de Deus. Os registros de tantos contatos de Abraão e Sara com o anjo do Senhor podem referir-se às suas numerosas entrevistas com Melquisedeque.

 Supõe-se que muita informação teria sido perdido pelo menos até a época em que os registros do Antigo Testamento foram revisados em massa na Babilónia. Todavia, as narrativas dos escritos religiosos hebraicos sobre Isaque, Jacó e José são fontes mais confiáveis do que aquelas sobre Abraão, embora elas contenham muitos pontos divergentes do que é factual, nomeadamente com outras referências históricas.

 

Informações importantes sobre Abraão

 Acredita-se que Abraão teria vivido mais provavelmente entre os séculos XXI e XVIII antes de Cristo. Uma vez que não existe atualmente nenhum relato da sua vida independente das escrituras - especificamente, do Livro do Gênesis -, é preciso ter fé para acreditar que ele tenha sido uma figura histórica ou um personagem exaltado por Moisés a fim de explicar a origem dos hebreus e motivar o êxodo de seu povo do Egito em direção à terra de Canaã para concretizar as promessas de Deus.

 Segundo o livro Gênesis, que compõe o Pentateuco do Antigo Testamento, Deus disse a Abraão para deixar Ur com a sua família em direcção à "terra que eu te indicar". Nesta terra, os seus descendentes formariam uma grande nação e herdariam uma terra "onde corre leite e mel". Sendo o povo escolhido de Deus, os hebreus conquistariam a terra prometida de Canaã, uma terra de fartura, em comparação com as que Abraão deixara para trás. Foi assim que Abraão deixou a sua vida sedentária para viajar para Canaã. Esta migração é de significado histórico comparável à epopéia de Moisés, mais tarde, trazendo os hebreus de regresso do Egipto, através do Mar Vermelho.

 O Islão também considera a existência e a relevância de Abraão (com o nome de Ibrahim) como sendo o ancestral dos Árabes, através de Ishmael. A data de 1812 é por vezes apontada. A tradição judaica também aponta que o patriarca teria vivido entre 1812 a.C e 1637 a.C (175 anos). O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão são por vezes agrupados sob a designação de "religiões abraâmicas", numa referência á sua suposta descendência comum de Abraão. Há registros que apontam para o seu nascimento em 2116 a.C..

 Abraão era filho de Terah, 20 gerações depois de Adão e 10 depois de Noé. E, considerando que Noé ainda teria vivido 350 anos após o dilúvio, Abraão poderia ter conhecido o seu ancestral e também a Sem.

 O nome original de Abraão era Abram, uma brincadeira judaica com Ibrim, que significa "Hebreus", para soar como "Excelso Pai". Abraão era o primeiro dos patriarcas bíblicos. Mais tarde, respondeu pelo nome de Abraham (Ibrahim), (ابرَاهِيم em árabe,  אברהם em hebraico), o que significa "pai de muitos" (ver Génesis 17:5).

 A história de Abraão começa quando o patriarca deixa a terra de sua família na cidade de Ur dos Caldeus e segue em direção a Canaã. A partir daí, a Bíblia relata diversas aventuras mais ou menos desconexas envolvendo Abraão, sua esposa Sara, seu sobrinho Ló, sempre realçando a nobreza do personagem e a sua obediência a Deus.

 Os episódios mais emblemáticos da narrativa são aqueles que contam de como Abraão se sujeitou ao rei do Egipto, que tomou sua mulher como esposa, para salvá-la de qualquer punição. O segundo episódio marcante da vida de Abraão ocorreu em sua velhice. Sara, sua esposa, já idosa ainda não havia lhe dado um filho (seu primeiro filho Ismael, ou Ishmael, era filho de uma concubina - Agar), quando Deus teria lhe concedido esta graça, e assim nasceu Isaque, ou Isaac, a quem Abraão mais amou. 

 Porém, quando Isaque era ainda criança, Deus chamou Abraão e pediu que ele trouxesse seu filho ao alto de um monte chamado de Moriá ou Moriah, informando a ele, no meio do caminho, que gostaria que o velho patriarca o sacrificasse, para mostrar seu amor por Ele. Mesmo sendo Isaque o filho amado que tanto desejara por toda a vida, Abraão não relutou em sacar uma adaga e posicioná-la sobre o pescoço de seu filho. Deus então mandou um anjo para segurar o punho de Abraão, dizendo estar satisfeito com a obediência de Abraão. Em recompensa, Deus poupou seu filho, e prometeu que sua linhagem produziria uma nação numerosa que governaria toda a terra por onde Abraão havia caminhado em vida (Canaã, propriamente dita).

Citações

«Eu sou Javé, que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar esta terra como herança… Nesse dia, Javé estabeleceu uma aliança com Abraão nestes termos: "À tua descendência darei esta terra, desde o rio do Egipto até ao grande rio, o Eufrates"» (Gênesis 15, 7.18).


Fonte: Beraldo L Figueiredo
 Estudioso do Espiritualismo e Projeção do corpo Astral.
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Religiões / Enoque-Enoch (Filho de Caim)
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:14:11 pm »
Enoque é um personagem bíblica do Antigo Testamento, mencionado no livro de Gênesis como o filho do perverso Caim, outras contam como filho de Jarede.

Segundo a Bíblia, após ter matado o seu irmão Abel, Caim fugiu com uma mulher anônima para a terra de Nod, a leste do Éden, com a qual teria tido um filho com o nome de Enoque.

Prossegue o texto bíblico dizendo que Caim chegou a edificar uma cidade dando o nome de seu filho Enoque ao lugar.

Em Gênesis 4:18, é mencionado que Enoque teria gerado um filho que se chamou Irade e de sua descendência nasceu um outro homem chamado Lameque cuja maldade excedeu a Caim (versos 23 e 24 do capítulo 4).

 
ENOQUE (Antepassado de Noé - Filho de Jarede)

Enoque – חנוך, Chanoch ou Hanokh – é o nome dado uma das personagens bíblicas mais peculiares e misteriosas das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, e pai de uma outra personagem, Matusalém.

De acordo com o relato de Gênesis, capítulo 5, versos 22-24, Enoque teria sido arrebatado por Deus para que não experimentasse a morte e na certa fosse poupado da ira do dilúvio:

“E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”

Há dois aspectos extraordinários no relato de Enoque, enfocados nesses versículos, que não foram enfocados em outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o fato que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas, lendas e midrashim (estudos rabínicos mais aprofundados) de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles se incomodaram muito pelo fato que Enoque "só" vivera 365 anos, uma curta duração de vida para sua época, de acordo com o livro de Gênesis.

Sobre este personagem bíblico existem também os livros apócrifos pseudoepígrafos: “Livro de Enoque I” e o “Livro de Enoque II, que fazem parte do cânone de alguns grupos religiosos, principalmente dos cristãos da Etiópia”, mas que foram rejeitados pelos cristãos e hebreus, por serem particularmente incômodos para os clérigos do ponto de vista político. Todavia, a epístola de Judas, no Novo Testamento bíblico, faz uma menção expressa ao Livro de Enoque, fazendo uma breve citação nos versos 14 e 15 de seu único capítulo.

De acordo com o relato contido em Gênesis sobre a idade dos patriarcas, Sete e seus filhos ainda viviam quando Enoque foi tomado por Deus, bem como Matusalém e Lameque.

Primeiro Livro de Enoque

 O Livro de Enoque grandemente conhecido pela sua versão em etíope e mais tarde as traduções gregas dos capítulos I-XXXII, XCVII-CI e CVI-CVII, bem como de algumas citações importantes feitas por Georgius Syncellus, o autor bizantino. Teria sido escrito por Enoque, ancestral de Noé, contendo profecias e revelações. A Epístola de Judas cita um trecho desta obra .

Em Qumram, foram encontrados na Gruta 4, sete importantes cópias que foram atestadas pela versão Etíope. Estas cópias embora que não idênticas na totalidade foram encontradas em conjunto com cópias do Livro dos Gigantes referenciadas no capítulo IV do Livro de Enoch.

As cópias de Qumram foram catalogadas com as referências 4Q201-2 e 204-12 e fazem parte da herança deixada pela comunidade Nazarita do Mar Morto, em Engedi.

O Livro de Enoque também é chamado de Primeiro Livro de Enoque. Existem outros dois livros chamados de Segundo Livro de Enoque e Terceiro Livro de Enoque, considerados de menor importância.

Composição

Segundo Nickelsburg e Vanderkam a composição dos primeiros capítulos aconteceu a partir do terceiro século antes de Cristo.[1]

A composição inclui materiais retirados dos cinco livros de Moisés. R.H. Charles cita o seguinte exemplo:

 Deuteronômio 33:2 Disse pois: O SENHOR veio de Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parä, e veio com dez milhares de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei.

1 Enoque 1:9 Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.

 Datação dos manuscritos

A datação Paleográfica datou estes documentos de Qumram entre 200aC e o fim do primeiro século da era cristã.

Fonte: Beraldo L. Figueiredo

 Estudioso do Espiritualismo e Projeção do corpo Astral.
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Religiões / Caim e Abel
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:12:36 pm »
ABEL

Abel é uma personagem bíblico, segundo filho de Adão e Eva, morto por seu irmão Caim. O significado de seu nome é, provavelmente, algo como  fôlego, ou vapor, ou simplesmente nada. Algo considerável perecível, como se fosse um pre-aviso de seu destino, morto ainda bem jovem. Foi chamado de "justo" (Herbreus 11:4).

Gênesis

Abel é primeiro mencionado em Gênesis 4:2, como um pastor de ovelhas. Em seguida, a narrativa diz que seu irmão mais velho, Caim, um agricultor, ofereceu a Deus os "frutos da terra", enquanto Abel teria oferecido o sacrifício de uma ovelha. Deus teria se agradado mais com a oferta de Abel, pois este teria oferecido a melhor parte do que tinha e Caim ofereceu o que restava de seus bens. Assim,Caim se enfureceu e matou-o com uma pedra.

CAIM

Caim é um personagem do Antigo Testamento da Bíblia, sendo o filho primogênito de Adão e Eva. Era um lavrador.

Em hebraico, קַיִן, Caim significa lança, sendo que a sua transliteração seria Qayin. Este nome também é associado a uma outra forma verbal, "Qanah", que pode significar "obter" ou "provocar ciúme". Algumas obras associam o nome com a expressão "algo produzido"..

 Narrativa Bíblica

Segundo a Bíblia, Caim teria sido um dos primeiros (não exclusivamente o primeiro) homem nascido de gravidez normal na terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva. Gênesis 4:1 esclarece: "O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: 'Adquiri um varão com a ajuda de "Deus, o Senhor" (Bíblia de Jerusalém).

Caim e Abel

Possuído por ciúmes[bib 1], Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão; este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade[bib 2].

 

 Os descendentes de Caim

Após ter matado Abel, Caim teria partido para a "terra da Fuga (Nod ou Node), ao leste do Éden", levando consigo a sua esposa, cujo nome não é mencionado na Bíblia.

Após o nascimento de seu filho, Henoc (Enoque), Caim empenhou-se em construir uma cidade, dando-lhe o nome do seu filho.

Os descendentes de Caim são alistados em parte, e incluem homens que se distinguiram pela pecuária nómada, por tocarem instrumentos musicais, por forjarem ferramentas de metal, bem como alguns conhecidos por praticarem a poligamia e a violência. (Gênesis 4:17-24) Segundo a Bíblia, a descendência de Caim terminou com o Dilúvio dos dias de Noé.

O texto bíblico de Gênesis deixa implícito que Caim poderia ter sido assassinado por seu descendente Lameque, quando fala sobre o castigo que este enfrentaria:

E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o mei duto: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete. (Gênesis 4:23-24).


Outras informações não-bíblicas:

Para alguns, o ato da sua conceção mantém-se um enigma, uma vez que defendem o fato de Caim ser o resultado do relacionamento de Eva com a serpente.

Livro dos Jubileus

Segundo o Livro dos Jubileus, Caim nasceu na terceira semana do segundo jubileu, Abel na quarta semana, e Avan (Awan) na quinta[1]. Caim matou Abel no primeiro ano do terceiro jubileu[2]. Na sexta semana do quarto jubileu, Caim tomou sua irmã Avan como esposa, e desta união nasceu, no final do quarto jubileu, Enoque[3]. No primeiro ano da primeira semana do quinto jubileu, casas foram construídas e Caim fundou a primeira cidade com o mesmo nome de seu filho Enoque[3]. No sétimo ano da sétima semana do décimo nono jubileu Caim morreu, quando a sua casa desabou em cima dele; ele morreu por uma pedra, pois tinha assassinado Abel com uma pedra[4].

Cronografia de Bar Hebraeus

Bar Hebraeus, em sua Cronografia, citando Anianus, que se baseou no Livro de Enoque, diz que Caim nasceu setenta anos após a explusão do paraíso, Abel sete (ou setenta) anos apóis Caim e Abel foi morto com cinquenta e três anos[5]. Citando Methodius, Caim e sua irmã Klymia nasceram trinta (ou três) anos após a expulsão do paraíso, Abel e sua irmã Labhudha trinta anos após Caim e Abel foi morto quando Adão tinha cento e trinta anos[6].

Sinal de Caim

Há várias especulações sobre qual seria a marca de Caim. Segundo textos mórmons, esta marca estaria relacionada à cor da pele de Caim (relatado em Pérola de Grande Valor), e que tenha sido ele o pai da raça negra africana[7].

 


Genealogia de Adão até Davi segundo a Bíblia



Adão até Sem--Adão--Sete--Enos--Quenan--Mahalalel--Jarede--Enoque--Matusalém--Lameque--Noé--Sem
 

Arpachade até Jacó--Arpachade--Selá--Éber--Pelegue--Reú--Serugue--Nahor--Terá--Abraão--Isaac--Jacó
 

Judá até Davi--Judá--Perez--Ezron--Aram--Aminadabe--Naasom--Salmom--Boaz--Obed--Jessé--Davi
 

Fonte: Beraldo L. Figueiredo
 Estudioso do Espiritualismo e Projeção do corpo Astral.
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Religiões / O que é ser católico não praticante?
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:11:31 pm »
Pela primeira vez vou falar de mim!
Os meus pais casaram na igreja religião católica como os meus avós e até à 7ª geração paterna tenho dados que comprovam que também o fizeram.
Apesar da minha mãe dizer que é católica não praticante e não ir a missa à semana e ao domingo não ir porque tem que fazer o almoço e a missa termina ao meio dia. O meu pai enquanto foi vivo dizia que era ateu.
Tanto os meus irmãos como eu  fomos batizados, e eu, fiz a Primeira Comunhão, profissão de Fé, e Crisma.
Como filha mais velha era impensável eu à 20 anos não casar pela igreja, porque a minha mãe matava-me! e como tal casei como manda o figurino. 
Passado 5 anos fui mãe uma única vez até hoje tal como casada. Nessa altura, só falavam em batizar a criança. Vocês com certeza que sabem ou já ouviram o que dizem enquanto a criança não é batizada. Até que o fiz quando ela tinha um ano!
Eu desde à muitos anos que não sou praticante mas também não me considero católica.
A vida ensinou-me a questionar e quando tinha 12 anos e terminei a minha formação católica eu fiz uma pergunta.
Que foi: Se deus criou a terra o Adão e a Eva, era só um casal como se reproduziram? Teve que ser pais com filhos ou irmãos com irmãs?
E a resposta, foi levar uma bofetada da catequista.
Mas porquê? Foi o que me andaram a ensinar, o Adão e a Eva. Se fosse hoje diria que foi uma grande orgia, naquela altura ainda não conhecia essa palavra. 
No meu dia a dia com colegas, familiares, ou até desconhecidos ouço conversas do tipo.

Eu sou católica/o mas não sou praticante, o meu filho/a é católico mas está junto.

Qual é a tua religião? Sou católica não praticante, vivo junta e tenho dois filhos e tive que pagar ao padre 30 euros por um papel de autorização para batizar os meninos.

Eu sou católica mas não vou a missa e quando quiser confessar-me confesso-me a deus.

Estes são alguns exemplos, mas há muitos... muitos mais.

E agora digam-me ou tentem me explicar. 

O que é ser católico não praticante?

Quais os deveres de um católico não praticante? 

Não sendo praticante pode-se ser católico?
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Religiões / As três orações diárias judaicas
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 11, 2017, 05:10:20 pm »
Uma das passagens mais importantes desta parashá é o primeiro trecho do Shemá, que se inicia com o versículo “Shemá Yisrael”. Notamos, porém, que o versículo “Baruch shem kevod malchutô leolam vaed”, pronunciado por nós todas as vezes que recitamos o Shemá, não consta na Torá.




O Midrash Rabá relata, que quando Moshê esteve nos Céus, ouviu os anjos – que louvavam o Eterno – pronunciando este versículo e transmitiu-o ao Povo de Israel.

O Midrash Rabá questiona então, por que não pronunciamos este versículo em voz alta (este versículo é pronunciado em voz baixa exceto no Yom Kipur).




O Midrash traz a explicação de Rav Assi: Esse fato é comparado a uma pessoa que esteve no palácio do rei, trouxe de lá uma jóia de muito valor e deu de presente para sua esposa dizendo-lhe, que a usasse somente em casa e não em público. Porém face ao jejum e ao comportamento exigido de nós no dia de Yom Kipur, assemelhamo-nos aos anjos e por isso o pronunciamos em voz alta.




Logo em seguida a estes dois versículos, o primeiro trecho do Shemá segue com a seguinte frase: “Veahavtá et Hashem Elokêcha bechol levavechá uvchol nafshechá uvchol meodêcha” (Devarim 6:5) – E amarás ao Todo-Poderoso com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todos os teus bens, que vem a ser o amor a Hashem acima de qualquer coisa. Um de nossos grandes sábios, oMaharal de Praga zt”l, vê nos três termos citados no Shemá (levavechá, nafshechá e meodecha) uma ligação direta com as três orações diárias – Shachrit, Minchá e Arvit. Sabemos que os horários destas três orações nos foram instituídos pelos nossos três patriarcas: Avraham, Yitschac e Yaacov. Avraham instituiu a oração de Shachrit, conforme consta na Torá: “Vayashkem Avraham babôker” (Bereshit 22:3), Yitschac instituiu a oração de Minchá, conforme consta: “Vayetsê Yitschac lassuach bassadê” (Bereshit 24:63) e Yaacov instituiu a oração de Arvit: “Vayálen sham ki bá hashêmesh” (Bereshit 28:11).




O Maharal zt”l diz que a oração de Shachrit está ligada com o termo “levavechá”. Nossos sábios chamam nossa atenção sobre o fato de esta palavra estar escrita na Torá com duas letras “bêt” quando seria suficiente escrever “bechol libechá”, porém os dois bêt referem-se aos dois instintos do indivíduo: o yêtser hará (o mau instinto) e o yêtser hatov (o bom instinto). Isso nos ensina, que devemos servir o Todo-Poderoso por intermédio dos dois instintos, transformando o yêtser hará para o bem.




A relação entre a oração de Shachrit e “levavechá” é, portanto, a seguinte: normalmente, sentimos dificuldade em acordar cedo e fazer a oração de Shachrit. Nosso instinto mau tenta nos convencer a permanecermos deitados, alegando que estamos muito cansados e se não dormirmos mais um pouco não poderemos cumprir nossos compromissos da manhã. Assim, o tempo vai passando e o indivíduo acaba acordando tarde e fazendo a oração matinal às pressas, sem o equilíbrio necessário. Por isso, a Torá nos diz: “Veahavtá et Hashem Elokêcha bechol levavechá”. Procure vencer seu instinto mau e desperte mais cedo, vá até a sinagoga rezar com minyan e assim estará servindo o Todo-Poderoso com todo o seu coração.




O termo “bechol meodêcha” – com todos os teus bens, refere-se à oração de Minchá. Esta oração só pode ser pronunciada depois do meio do dia (no verão há dias em que Minchá só pode ser feita a partir das 14h) até o pôr-do-sol e é justamente o horário em que o indivíduo está mais ocupado no trabalho em busca de seu sustento. Em meio a esta “avalancha” de preocupações materiais, parando para fazer a oração de Minchá estaremos servindo o Todo-Poderoso também “bechol meodêcha” – com todos os nosso bens.




Por fim, a oração noturna de Arvit está ligada ao termo “bechol nafshechá”, conforme a explicação do Maharal zt”l. Sabe-se que a alma(neshamá) necessita de descanso. Nossos sábios comentaram o versículo de Meguilat Echá, “Chadashim labecarim rabá emunatêcha”dizendo, que quando dormimos, entregamos nossa alma cansada e esgotada das atividades do cotidiano ao Criador e Ele a devolve completamente renovada e com novas energias. Disseram ainda, como parâmetro de comparação, que quando entregamos um objeto novo a um ser humano para que o guarde, este o devolve velho e gasto. Entretanto, entregamos ao Todo-Poderoso nossa alma velha e gasta e Ele a devolve renovada.




A alma, portanto, sente a necessidade de descanso pelo esgotamento diário. Porém se apesar disso, encontramos forças antes de nos dirigirmos ao nosso descanso para fazer a oração de Arvit diariamente, estaremos com isso servindo o Todo-Poderoso “bechol nafshechá”, com toda a nossa alma, mesmo quando ela está esgotada e pedindo seu merecido descanso.




Sobre a mitsvá de amar o Criador, vide também Rambam, Hilchot Teshuvá cap. 10 par. 3 e 6, e no Tratado de Berachot 62b o relato sobre Rabi Akivá.



Fonte: Coisas Judaicas
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